Atenção:
Respeite as pausas conforme pede o roteiro para a visualização da cena e o desenrolar da situação.
Se tiver pressa, não leia. Deixe para uma outra hora.
O autor
1x01 – Pilot
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Trilha Incidental: John Williams – Epilogue
A câmera focaliza girando sobre o rosto de Robert, deitado no chão.
Robert abriu os olhos lentamente e frisou-o devido à iluminação forte no teto. Momento após, ainda imóvel, conseguiu olhar para o teto e percebeu não estar em seu quarto.
Levantou o corpo lentamente ficando sentado no mesmo lugar. Olhou para os lados e viu mais cinco pessoas alem dele. Todas estavam deitadas e, o que parecia dormindo da mesma forma que ele estava.
Levou seus dedos nos olhos esfregando-os. Coloco sua outra mão no chão. Também estava muito tonto, mesmo sentado.
Olho para seu pé. Eestava sem seus sapatos. Vestia calça social, meias pretas e uma camisa branca.
Estava aberta. Não havia botões na mesma. Embaixo dela, estava com uma regata branca. Um leve barulho o fez virar o pescoço para seu lado direito. Havia um rapaz sem camisa, apenas de calça jeans e também descalço. Havia uma espécie de algema metálica diferente onde abraçava a canela do rapaz.
Robert olhou para o mesmo lugar em seu corpo. Puxou a barra da calça para cima e viu a sua algema. Pensou:
Robert: Mas o que...?
Levantou a cabeça olhando onde poderia estar. Ouviu uma voz feminina.
Voz: Onde estou?
Robert virou o rosto. Uma freira.
Estava sentada no chão olhando para ele. Devia ter se levantado enquanto ele olhava sua própria algema.
Freira: Onde estou? - Olhando em volta. Quem são estas pessoas?
Robert: Não sei. Acordei agora também. – E olha para as outras pessoas deitadas.
Robert olha a face da freira. Não dava para ver mais nada devido à túnica preta e branca que cobria o corpo e a cabeça.
Freira: Também estão dormindo? – Olhando as pessoas.
Robert: Acho que...
Nesse momento, um barulho agudo não muito alto soou, fazendo Robert e a freira levantar a cabeça tentando localizar de onde vinha.
Ambos notaram uma caixa de som branca e pequena embutida na parede. Da mesma saiu uma voz masculina, nem grossa e nem fina, num tom diabólico:
Voz: Bom dia, meus amigos.
(Silêncio)
Robert e a freira olhavam no sentido da caixa. Não disseram nada.
Voz: Melhor acordar seus novos amigos antes que eu o faça.
A freira baixou a cabeça e virou-se para uma mulher deitada. Colocou sua mão no corpo dela e chacoalhou acordando-a.
Robert fez o mesmo com o rapaz sem camisa ao seu lado.
Um pouco mais distante dele, havia um outro rapaz e uma moça deitados lado a lado. Ambos acordaram quando a voz invadiu o quarto. Ambos sentaram-se.
Voz: Bem-vindos.
Todos olharam em direção de onde vinha o som.
(Silêncio)
A mulher que estava ao lado da freira quebrou o silêncio.
Martha: Onde estou? Quem são vocês? – olhando a todos.
Todos a olharam.
Freira: Meu nome é Lauren. Irmã Lauren. – Sorriu - Também não sei onde estamos.
Robert: Sou Robert.
Voz: E eu sou o quarto.
Todos novamente se voltam para a caixa de som.
Tela negra
Martha: Onde estamos? – Perguntou olhando para a caixa de som.
Voz: Vocês todos estão em mim. No quarto. No meu interior. E estão aqui por uma razão. Uma razão comum.
(Silêncio)
Todos se olharam.
Rapaz sem camisa: E qual é?
Voz: A razão? Simples: (pausa) Vocês todos são a doença. O néctar podre. O desrespeito e a desunião. – pausa – Estão aqui para pagar os crimes que cometeram.
Martha: Que crime? Eu não cometi nenhum crim...
Voz: Todos cometeram! – Interrompe - Fazem isso dia a dia e não percebem. Aproveitam-se de situações para o lucro próprio – pausa – Mesmo não tendo lucro algum...
Robert: Quem é você?
Voz: Quem sou eu? – pausa – Eu sou o quarto. A justiça. A voz do fraco – pausa - A voz do otário – pausa – A voz do resto da podridão que vocês deixaram pra trás.
Freira: Isso é uma brincadeira?
Voz, lentamente: Brin.ca.dei.ra? – e gargalha – Não irmã Lauren. – pausa – Não é uma brincadeira. Todos vocês tiram proveito de tudo e agora, estão simplesmente indefesos como cobaias a serem abatidas.
Robert grita: QUEM É VOCÊ? TIRE A GENTE DAQUI...
(Silêncio)
Voz: Tirar vocês de onde estão? – pausa - Por que? – pausa – Eu deveria receber uma medalha por deixar vocês aí. Apodreceriam depois de alguns dias sem água e sem comida. Os que ficassem vivos por ultimo – pausa – sentiriam o fedor que vocês realmente são. Nem alimento pra ratos vocês servem. Todos vocês estão aqui para aprender. Ou melhor – pausa – apenas um de vocês vai aprender. Aprender a ser uma pessoa real e não um lixo da sociedade. Aqui vocês terão que dar o melhor de si para não serem mortos por vocês mesmos.
Martha se desesperando: O que é você? – pausa olhando para as pessoas – Quem são vocês?
Voz: Temos uma manicure, um médico, uma dona de casa, um pequeno empresário, uma freira e um rapaz que ganha vida fazendo programas sexuais para o deleite de homens e mulheres.
Jason baixa a cabeça olhando para o chão.
Voz: Nenhum de vocês vale coisa alguma. - (pausa) - Estão aqui porque um de vocês é um assassino.
Nesse momento, todos se levantam ao mesmo tempo se encostando na parede do quarto. Se entreolham.
Ouve-se outra longa gargalhada vindo da caixa de som. Todos se viram para a mesma.
Voz pausadamente: Não sabem quem realmente é o assassino? – pausa – Eu vou dizer então.
Nesse momento, o volume aumenta fazendo eco.
Voz: TODOS VOCÊS - ÊS - ês...
Todos colocam a mão no ouvido.
(Silêncio)
Voz com o volume normal: Mas esse é o momento de se redimirem e fazerem o que é certo. –pausa - Como disse anteriormente, apenas um terá uma chance de mudar a vida completamente. – pausa – e terá que matar o restante de vocês. –pausa – Mas caso não fizerem isso, eu farei. Como? – pausa – Vejam que todos possuem uma pulseira presa em sua perna direita. A fiz com todo carinho para cada um dessa sala.
Todos começam a olhar a algema.
Voz: Temos um médico aqui não? Senhor Will Farred... – pausa – ...um cirurgião de renome. Bonitão, solteiro, mulherengo... O senhor pode dizer a todos o que pode acontecer quando uma pessoa leva um choque com uma pequena voltagem?
Will olha para todos sem responder.
(Silêncio)
Voz sarcastica: Eu lhe fiz uma pergunta Doutor.
Will, inseguro: Devido à carga de energia, todos os músculos se contraem de forma única, fazendo o indivíduo perder o controle do corpo.
(Silêncio)
Voz: Parabéns Will. Fez o dever de casa. – pausa – Agora conte-nos o que acontece quando uma pessoa leva um choque com uma voltagem muito alta?
Receoso e com medo, Will fala.
Will: Devido à energia que entra no corpo, o mesmo entra em colapso, fazendo o indivíduo perder os sentidos.
Comemorando:
Voz: ISSO!
Falando pausadamente.
Voz: Agora fale o que acontece quando alguém leva um choque contínuo, e com uma voltagem mediana. Diga-nos – (celebrando) – Diga-nos o que acontece...
Will engole seco.
Will: Cada órgão do corpo começa a vibrar sem parar. – pausa – Eles começam a implodir um a um.
Voz: E?
Will: A pessoa fica viva sentindo toda dor que o corpo pode apresentar. Você não perde os sentidos, pois não há parada na descarga de energia.
Voz: CORRETO. E quanto tempo leva?
Will abre a boca, mas desta vez a voz não sai.
(Silêncio)
A Voz diz lentamente:
Voz: Dependendo, pode levar horas. – pausa – Isso é o que essa pulseira na perna de vocês faz.
O médico sussurra em voz baixa:
Will: Meu Deus...
Voz: Deus? – pausa – Deus não mora nesse quarto Will. – pausa - Deus não esta nesse momento pra vocês. – pausa – Aqui, eu sou Deus. A única voz da razão. A voz que impõe a vontade de vocês. –pausa - Sou onipotente nesse quarto e escuto tudo o que vocês possam falar ou fazer...
Assim como todos, Robert olhava a caixa na parede:
Freira: Que tipo de brincadeira é essa?
Robert: Você está blefando!
Voz: Blefando? Então vamos começar. – pausa – Eu escolho primeiro quem vai morrer e... – pausa – primeiro será ...
Todos se olham. O suor brota.
Voz: Nossa querida Irmã Lauren.
Todos a encaram.
Voz: Isso é brincadeira?
Nesse momento, Lauren cai no chão se contorcendo e gritando.
Robert corre até Lauren.
Will grita: NÃO TOQUE NELA!!!
Will corre até Robert e o segura. As mulheres correm para o lado oposto e começam a gritar. O rapaz sem camisa não sai do lugar.
Robert tenta colocar a mão na freira.
Will: NÃO TOQUE NELA! NÃO TOQUE NELA! – Segura o braço de Robert.
Robert olha para a caixa de som e grita:
Robert: PARE! PARE COM ISSO! PARE, POR FAVOR!
O choque automaticamente pára.
As mulheres param de gritar, mas choram sem parar. Uma delas coloca a mão na boca.
Robert se agacha e coloca a mão na freira.
Will se agacha ao lado de Robert e tira a túnica da cabeça da freira ainda consciente com o corpo inteiro dela tremendo.
Robert se levanta e grita em direção da caixa de som:
Robert: O QUE É QUE VOCÊ QUER?
(Silêncio)
Rorbet: DIGA O QUE...
A Voz o corta:
Voz: Parabéns Robert. – pausa - Você pulou a vez de Lauren.
Robert: O que? A vez dela? O que é que você quer seu filho da P...
Voz, lentamente: Ahhh, eu não expliquei... – pausa – Depois que eu matasse Lauren... – pausa – eu ia dizer como que vai funcionar. Mas como você resolveu passar a vez dela... – pausa – explicarei a todos o motivo que VOCÊ tem para morrer. Veremos se todos concordam comigo.
As duas mulheres em pé, o rapaz sem camisa e Will, ainda agachado, olham para Robert.
Voz: Robert Nolan, 45 anos, casou-se uma única vez em sua vida. Sua mulher se separou logo quando descobriu que ele a traia com outras mulheres. Que pena, não é? - pausa – Mas até aí, tudo bem. – pausa – Mas o verdadeiro problema não é a traição, não é verdade Robert?
Robert, olhava no sentido da caixa na parede. Engole seco.
Voz: O maior problema é o que viria após a traição.
Robert arregala os olhos.
Voz: Com tantas propagandas sobre doenças sexuais na mídia, você não se previniu não é Robert? -(pausa) - O mais engraçado foi ter descoberto a doença através do advogado de sua própria esposa – pausa – Ou melhor, EX-esposa.
Robert, que olhava na direção do som, lentamente começa abaixar os olhos e a cabeça.
Voz: Que azar. Perder a esposa por traição, contrair uma doença sem cura e passar para a pessoa que mais o confiava. – pausa – Até aí, ainda tudo bem. O motivo maior que você está aqui é o fato da sua revolta.
A Voz fica mais firme.
Voz: Senhoras e Senhores – pausa – Eis que apresento Sr Robert nolan de 45 anos , um metro e oitenta e sete, separado e portador do H.I.V. – (pausa) – que logo quando ficou sozinho, resolveu transar com muitas – (pausa) – mas muitas mulheres, e o que é pior... – (pausa) - ...sem nenhuma prevenção.
Todos olhavam Robert inclusive Lauren, ainda deitada no chão.
Voz: Já que fui infectado por esse mundo podre, então farei a mesma coisa, não é? – (pausa) - ...às vezes tinha que colocar a camisinha porque nem todas caiam na sua lábia – (pausa) – ...mas o que elas não sabiam, é que você furava as camisinhas. Tem idéia de quantas mulheres foram infectadas por você, Robert? – (pausa) – Tem idéia do monstro que você é? Você sabia que uma das quais você infectou... – (pausa) -... se matou?
Lentamente:
Voz: Isso mesmo Sr Robert Nolan – e o volume aumenta – VO-CÊ-É-UM-AS-SAS-SI-NO!!! - ecoa.
Robert cai de joelhos. Todos no quarto olhavam para ele. Ele, olhava agora direto para o chão. De seus olhos, lágrimas desciam.
(Silêncio)
No volume normal:
Voz: O que você quer fazer Robert? – (pausa) – Você pode querer morrer pelos seus novos amigos... – (pausa) – ou fazer um sacrifício para continuar vivo. - (pausa) Quem quer se vingar desse monstro?
Todos começam a cruzar seus olhares.
Voz: Diga Robert... – pausa – Diga-nos qual será seu próprio veredicto? Vale a pena ficar vivo depois de ter feito a vida de muitas um total inferno? - (pausa) – Imagine que quase todas não conseguirão se casar pelo preconceito de outros. – (pausa) – O mesmo preconceito que você tinha – (pausa) - ... e o mesmo preconceito que todos tem por você.
Robert, olhava distante e fixamente para o chão, respondeu:
A Voz retorna, e lentamente para todos:
Voz: Meus convidados – (pausa) – esse é um momento que vocês podem escolher. – (pausa) – No chão, no sentido dessa caixa de som por onde vocês me ouvem, há um fundo falso. Retirem a tábua e peguem um saco.
(silêncio)
Ninguém se movia. Todos olhavam para o chão e para Robert. Todos estavam em silêncio. Não se moviam.
Voz: Jason... – (pausa) - ...Vá pegar.
O rapaz sem camisa em pé e encostado na parede, olhou para todos e se movendo lentamente, vai até o local. Se agacha e retira a tábua.
Lá, havia um saco. Havia um nó na ponta, fechando-o.
Jason agarra o mesmo pelo nó e o retira do buraco, deixando-o destampado.
Voz: Vá ao centro desta sala e tire tudo de dentro desse saco, Jason.
Jason obedece. Se levanta e dá alguns passos. Novamente se agacha e desamarra o nó.
Ao olhar dentro do saco, Jason paralisa-se.
Todos olhavam com receio, mas curiosos.
Voz, firme: Retire o que há dentro do saco Jason.
Trilha: Linkin Park - Session
Jason enfiou a mão dentro do saco e retira o primeiro objeto: uma faca. Coloca no chão ao seu lado.
Enfiou novamente a mão e desta vez, retirou um revolver. Fez o mesmo.
Na terceira, tirou uma seringa que estava enroscada em um fio de nylon. A agulha estava tampada na ponta com o protetor plástico. Dentro dela, havia um líquido incolor. Também a colocou no chão junto com o fio ao lado dos outros objetos. Soltou o saco e voltou para a parede onde estava encostado.
Robert estava próximo a esses objetos. Olhava fixamente no revolver.
Voz pausadamente: Conheço você Robert.
Robert levanta a cabeça e olha para a caixa de som.
Voz: Sei o suficiente para saber se conseguiria se matar. – Gargalha – Nunca faria isso não é? - (pausa) -Como isso não é possível, então um de seus amigos escolherá o que vai fazer. Vejamos...
(Silêncio)
Voz: Will – (pausa) – você prefere que ele morra ou que faça um sacrifício próprio?
Will estava amortecido e ao mesmo tempo com um ar de apavorado com os olhos voltado às armas e ao mesmo tempo na caixa de som embutida.
Voz: Will? – pausa – Quer uma ajuda para voltar à realidade e responder uma simples pergunta? Posso te dar o mesmo que dei na Irmã Lauren.
Will engole seco e olha para Robert:
Will: Que ele faça um sacrifício.
(Silencio)
Voz: Robert... – (pausa) – Mostre que você é um homem diferente hoje. Mostre que você esta mudado. – (pausa)- Mostre que você está totalmente arrependido da atrocidade que fez no passado.
Robert olhava para as armas.
Voz, falando lentamente: Will – (pausa) – Pegue a faca e corte o dedinho da mão esquerda de Robert.
Will levanta os olhos em direção a caixa de som.
Will: Que? -
Voz: Será o sacrifício dele Will. O primeiro sacrifício desse quarto.
Will olha novamente para Robert.
Voz: Isso mesmo Will. Quero que você corte o dedinho da mão esquerda de Robert.
Will: Por que? – pausa – Por que eu?
Voz (começando a engrossar): Faça isso agora – (pausa) – ou será por sua causa que a nossa freira ficará novamente com os cabelos em pé. – (pausa) – Você não quer que ela se machuque, não é? – sarcasticamente - É pecado...
Lauren para Will: Por favor, não... – começando a chorar novamente.
Martha olha para a caixa: Você não pode fazer isso com a gente... – se desespera – Temos família, filhos e...
Martha cai no chão gritando e tremendo devido ao choque.
Jully grita.
Segundos após, o choque cessa.
Jully vai até Martha e a ajuda se sentar.
Robert de joelhos e vendo a cena, instantaneamente se curva colocando os cotovelos no piso de madeira batendo a mão esquerda no chão deixando somente o dedinho a mostra e fechando os outros para dentro da mão.
Will olhou para Robert. Ou fazia aquilo ou Lauren iria sofrer.
Andou até onde a faca estava e a pegou. Ficou de frente para Robert e se ajoelhou.
Jason, o rapaz sem camisa, não se movia. Lauren estava sentada com lágrimas nos olhos. As outras duas mulheres encontravam-se acuadas em um dos cantos do quarto. Ambas também estavam em lágrimas e com as mãos cobrindo a boca para evitar qualquer ruído devido ao choro.
Will olhando, ora para Robert, ora para seu dedinho esticado: Meu Deus, não sei se consigo... – balançando a cabeça negativamente.
Robert: Faça! – olhando para seu dedinho.
Will estava de frente para Robert, se curva e apóia seu cotovelo no chão.
Robert estava pronto para fazer aquilo. Seus olhos estavam vermelhos. Sua mão estava no chão e apenas o dedinho esticado. Sua testa corria suor.
Will posiciona a faca em cima do dedinho de Robert.
Suor também desciam no rosto de Will.
Will: Eu não vou conseguir...
Robert, levantando a voz:
Robert: Faça Will...
Will gagueja:
Will: E...Eu não tenho coragem...
Robert fala ainda mais alto.
Robert: Você é um médico Will, faça...
Will: É di-diferente...
A Voz interrompe:
Voz: Cinco segundos ou voltará à vez de Lauren.
Robert grita: FAÇA WILL...
Will grita: EU NÃO POSSO!
Voz: Cinco...
Robert: FAÇA LOGO! ACABE COM ISSO!
Lágrimas saem dos olhos de Will, olhando Robert.
Voz: Quatro.
Will, pausadamente: EU NÃO CONSIGO!
Robert olhando para Will: ELE VAI MATAR A FREIRA WILL!
Voz: Três.
Jully grita: CORTA LOGO WILL!
Will estava com a faca em cima do dedo de Robert. Ele a levanta na altura de sua cabeça.
Voz: Dois.
Jason grita: CORTA!!!
Voz tranquilamente: Adeus Imã Lauren.
Robert: WILL, NA HORA QUE TIVER QUE TE MATAR, EU FAREI SEM PENSAR!!!
Voz: Um
A faca desce.
TELA NEGRA
Ouve-se somente um baque de corte e um grito longo de dor.
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maio 11, 2009
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